quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Quem disse que mala direta não funciona?


O uso da mala direta, um das ferramentas de marketing direto , esta com os dias contados. Se antes a simples compra de um cadastro de clientes significava um baixo investimento  com um alto retorno, acabou por se tornar uma forma invasiva de entrar em contato com os clientes. Chegamos a um ponto em que nem chegamos a abri-las, vão diretamente para a lata de lixo. Mas, qual o motivo de chegarmos a esta saturação? Simples, pelo fato de ser fácil. Quando algo é fácil, todo mundo faz e, sem uma oferta diferenciada, a ação perde a eficácia. Lembro-me de uma época que pesquisadores informavam que para um cliente ser forçado pela curiosidade a abrir uma mala direta, a mesmas deveria ser um pouco “gordinha” ou recheada. Não é que uma grande instituição financeira começou a mandar mala direta cheia de fitilho! Isso mesmo, tudo para chamar a atenção dos consumidores.
Mas, isso não significa o fim desta importante ferramenta de marketing direto. Note como esta estratégia esta passando por modificações. Esta se adaptando aos novos anseios e desejos dos consumidores e se modernizando. Hoje se chama e-mail marketing.
Note as mudanças. Com o começo da internet, todo mundo mandava e-mail marketing para os clientes (como ocorreu com a mala direta), os famosos spans. Agora que os consumidores estão amadurecendo o seu relacionamento com os meios digitais a mala direta digital, volta aos seus dias de glória. Como? Pensando estrategicamente.
Segundo matéria publicada pelo site Mundo do Marketing, o e-mail marketing representa 30% das vendas da web. Sim, 30%!!! Estes números devem-se ao formato de relacionamento com os clientes via web, ou seja, o famoso marketing de permissão. É mencionado o caso do site ViajaNet onde 30% de suas vendas são realizadas por meio do e-mail marketing. A empresa consegue estes números simplesmente segmentando suas mensagens. Os consumidores cadastrados (olhe o marketing de permissão) recebem ofertas de viagens de acordo com seu padrão de consumo, ou seja, de acordo com o destino que pesquisam ou compram suas passagens.
Isso quer dizer que antes de declararmos o fim de uma estratégia mercadológica precisamos primeiros entender os motivos de sua saturação. Não é porque uma estratégia não é eficaz para uma empresa que não poderá ser para a sua. Até a mala direta física ainda tem sua utilidade, ainda existem muitos mercados e produtos que ela é bastante eficaz. Basta apenas trabalhar de forma adequada. Segmente seu mercado, mande correspondências personalizadas (não apenas o envelope, mas também o conteúdo), saiba o que seus clientes precisam e, respeite a sua privacidade.

  

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