quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Marcas Próprias

Acabei de ler uma matéria interessante á respeito de marcas próprias - aqueles produtos que levam o nome das grandes redes varejistas - no site do Meio&Mensagem (ver matéria). Para aqueles que me conhecem sabem muito bem que sempre tive uma posição contrária a esse tipo de estratégia comercial. Sempre achei que as organizações poderiam estar criando um verdadeiro Frankestein. Pois bem, o autor da coluna menciona que elas podem estar com os dias contados e, apresenta argumentos bem elaborados para a sua posição.
Destaca que em mercados mais desenvolvidos onde as marca próprias já se apresentam com um mercado sedimentado o seu espaço esta sendo reduzido. O motivo é que devido a crise financeira que assola a Europa e os Estados Unidos os consumidores estão mais criteriosos no momento de comprar produtos com um maior valor agregado como automóveis e eletrodomésticos e, como estão postergando esses gastos, tomam a liberdade de praticar pequenas indulgências diárias que compensem esta privação. Esta compensação se dá na forma de consumo de produtos de marcar ao invés das marcas próprias das grandes redes varejistas.
Já em mercados em desenvolvimento como no Brasil a ascendente classe média esta fazendo um upgrade em sua cesta de compra, comprando, naturalmente, produtos de marca que anteriormente não teriam acesso.
Eu achei muito bom o artigo, principalmente para aqueles que gostam de estudar o comportamento do consumidor, e devido ao fato de mostrar que apesar da forte procura por preço na maioria dos mercados, sempre que pode, ou existe a oportunidade, os consumidores optarão por ter em sua cesta de compra marcas fortes.

domingo, 25 de setembro de 2011

Dicas de Leitura

Para quem gosta de comportamento do consumidor e entender, um pouco, o funcionamento da mente dos consumidores vale a leitura do livro MOMENTO DECISIVO - O funcionamento da mente humana no instante da escolha, de Jonah Lehne. Apesar de ser bastante técnico, apresenta vários exemplos que ilustra as formas pelas quais tomamos nossas decisões. O livro aborda o tema da eterna luta entre razão e emoção, pensamento racional e irracional. É interessante como detalha vários casos como a decisão tomada por um quarterback no último minuto do jogo (se não me engano o marido da Gisele Bundchen)que levou a vitória de seu time, um bombeiro que conseguiu se salvar de um incêndio na floresta por lembrar de uma técnica que parecia suicida, jogadores de poker e sua habilidade de ler e entender os momentos decisivos do jogo, um operador de radar na guerra do golfo tendo que decidir em segundos se o sinal que aparecia em sua tela de radar era um caça inimigo ou não, os pontos que apareciam eram praticamente idênticos dos aliados e dos inimigos, entre outros.
Outro livro interessante que segue esta mesma lógica de raciocínio é o ERRO DE DESCARTES de Antonio Damásio, no qual descreve que tomar uma decisão baseada apenas na razão - defendido por René Descartes - pode não ser a mais adequada.Logo no início de da obra, menciona o caso de um trabalhador de estradas de ferro que sofreu um acidente, uma barra de ferro perfurou a sua cabeça e danificou a parte do cérebro relacionado a emoção. Após este acidente, todas as suas decisões eram tomadas exclusivamente com base na razão o que tornou sou vida, literalmente, um inferno.
Vale a pena ler...

sábado, 17 de setembro de 2011

Enquanto as mulheres compram...

Paco Underhill em seu célebre livro "Vamos às compras" menciona os problemas que existem quando os homens acompanham as suas mulheres nas compras. Devido as diferenças comportamentais entre os sexos, enquanto os homens são mais diretos, as mulheres possuem a habilidade de pesquisar com mais afinco. Com estas diferenças, existe uma tremenda guerra. Enquanto as mulheres pedem para descer todos os sapatos da vitrina, os homens ficam com aquela cara emburrada e olhando a todo momento para o relógio.
O autor menciona que uma estratégia interessante (já feito por algumas empresa) seria criar uma área exclusiva para que os homens pudessem se distrair enquanto as mulheres fazem as suas compras - da mesma forma que existe uma área destinada as crianças. Com esta iniciativa, as mulheres ficariam mais livres e os companheiros, menos irritados.
Foi o que fez a Ikea (veja matéria) criando um espaço onde oferece cachorro-quente de graça, jogos de Xbox, máquina de pinball e canais de esporte na televisão, tudo para deixar os maridos menos entediados e as mulheres mais propensas a comprar. Assim, enquanto as mulheres compram... os homens se divertem.
Ótima estratégia.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Um bom exemplo de alinhamento mercadológico

Um bom exemplo de alinhamento mercadológico pode ser notado na ação realizada pela Bonafont (ver matéria). A empresa criou um aplicativo no Facebook, destinado especialmente as mulheres, que permite a montagem de um bazar virtual de roupas. Esse bazar tem como objetivo compartilhar e oferecer as amigas as peças do guarda-roupa que deseja passar para frente, ou se preferir, para eliminar os excessos de seu armário - alguma lembrança do posicionamento da marca? Em outubro, as peças do vestuário que não forem passadas paras as amigas ou interessadas serão doadas a uma instituição de caridade.

Quando falo da existência do alinhamento mercadológico é que podemos perceber de forma muito simples que todas as ações estão adequadamente relacionadas ao que a marca e a empresa representa. O bazar é para eliminar as roupas em excesso, que é o objetivo da água como podemos perceber em suas campanhas promocionais, eliminar os excessos com uma dose diária de saúde. Um adequado estudo do comportamento do consumidor por entender que um bazar é algo que as mulheres estão habituadas a frequentar, como também o uso do mundo digital que esta no cotidiano das mulheres modernas. Fortalecimento de sua responsabilidade social corporativa por meio do consumo colaborativo e a doação das peças para uma instituição de caridade, o famoso Marketing Social para o fortalecimento da marca.

Foi uma ação muito bem pensada e planejada...

domingo, 11 de setembro de 2011

O toque da Nokia

Como acompanhamos no caso da Lego as grandes empresas estão, cada vez mais, adotando a inovação aberta e a participação dos clientes no desenvolvimento e criação de novos produtos. Temos a Rufles com a propaganda produzida pelos seus consumidores apresentada no intervalo do Super Bowl - além do desenvolvimento de novos sabores, a Netflix com o concurso para melhorar o seu sistema de logística, entre outras.
Agora chegou a vez da Nokia. O seu famoso toque de celular esta prestes a mudar. A empresa irá abrir um concurso para estimular os seus consumidores a desenvolver um novo toque. A intenção da empresa é recuperar o interesse pela marca ofuscada pelas suas rivais Apple e Samsung. É a tentativa de recuperar a sua participação de mercado após anos de liderança.
Mas, será que a simples modificação de seu toque (o que pode ser um erro, pois, este som pode ser uma excelente estratégia de marketing multisensorial) será capaz de melhorar a imagem da empresa? Será que os consumidores irão participar do concurso por fidelidade a marca ou pelo valor oferecido? É para pensar, haja vista que o seu problema são os aparelhos que estão ficando defasados tecnologicamente em relação aos seus concorrentes, não o toque de seu celular. É aguardar... façam as suas apostas!!! (clique aqui para ler a matéria da Nokia no Valor Econômico).

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Um pouco da história do marketing...

Para aqueles que tem curiosidade á respeito da história do marketing, bem como de alguns conceitos básicos, vale a pena ouvir esta entrevista no programa Mundo Corporativo da Rádio CBN.

Clique aqui!!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Uma Estratégia Superinteressante de Marketing


Na edição de setembro da revista Superinteressante foi publicada uma matéria sobre a Lego, super (sem redundância) interessante, não apenas em termos de conhecimento geral, mas também em marketing, pois podemos perceber várias importantes ações mercadológicas.
A matéria descreve os altos e baixos que a empresa dinamarquesa passou até chegar ao seu ápice, com faturamento em 2010 de R$ 4,8 bilhões e, segundo uma pesquisa realizada no Reino Unido, é a marca de brinquedos mais popular da história. Bom, mas como o nosso caso é marketing vamos direto ao assunto, pois, se quisessem ler sobre cultura geral iriam diretamente a Superinteressante, não é mesmo? Então vamos lá.
A empresa criada em 1932 sofreu o seu pior baque na década de 1990, com o auge dos brinquedos eletrônicos. Conseguem ver algumas semelhanças com o mercado brasileiro? A Estrela, que esteve presente no natal de muitas crianças da minha geração, passou pelo mesmo problema, uma miopia de marketing, pois não foram hábeis o suficiente para perceberem as mudanças e se adaptarem. Também, a sua crise foi acentuada com o investimento em outros negócios que não faziam parte de seu DNA, como parques temáticos e roupas, que não deram certo.
Em 1998 ocorreu um fato que mudou drasticamente o destino da empresa. Mas, o mais interessante foi a forma com que a empresa abordou uma situação que poderia representar uma ameaça a sua imagem, e conseguiu transformá-los em uma forma de fidelizar os clientes e, mais importante ainda, torná-los em verdadeiros clientes evangelistas, aqueles que além de comprar os produtos da empresa, se tornam verdadeiros torcedores, divulgando a marca e convencendo outros a comprar o produto.
O caso mencionado foi o lançamento do brinquedo Mindstorms, um projeto desenvolvido por engenheiros do MIT. Era um Lego que poderia ser programado pelo computador. Nem todos ficaram satisfeitos com o brinquedo e, após três semanas de seu lançamento, Hackers quebraram o seu código e o divulgaram na internet, onde qualquer usuário poderia fazer as modificações que quisesse. Em meio a esta situação, digamos, constrangedora, o que você acha que a empresa fez? Processou os espertinhos? Colocou a culpa nos engenheiros do MIT? Não, simplesmente resolveu aprender com os Hackers e implementou as melhorias sugeridas. Conseguiu, com uma habilidade ímpar, transformar um desconforto, algo que poderia se transformar em chacota no mundo empresarial, em algo que valorizou a participação de seus consumidores - afinal, teoricamente, somente um consumidor da Lego gastaria o seu tempo para modificar o padrão do produto, não é mesmo? Isso ajudou a fidelizar os seus consumidores.
Com essa visão voltada para o mercado e ciente da importância do relacionamento com os consumidores (a visão de marketing, lembram-se?), ou se preferir, do entendimento da importância que eles possuem em ajudar no desenvolvimento de novos brinquedos - o que conhecemos como co-criação, o que as empresas mais modernas buscam conseguir - criou os embaixadores da marca. São pessoas que representam um grupo de consumidores em determinadas regiões, possuem informações exclusivas da empresa (é o prêmio por representar a marca e ajudar em sua divulgação)e sugerem ideias para novos produtos.
Ainda nesse processo de ampliação de seu relacionamento com os consumidores, lançou neste ano uma réplica do submarino Shinkai 6.500, com uma produção limitada de 10.000 unidades. O mais importante desse lançamento foi o fato de que, pela primeira vez na história da companhia, a concepção do brinquedo não saiu da empresa. Foi fruto do engajamento ( os clientes evangelista) e da criatividade de seus fãs. O projeto foi lançado em um site colaborativo onde as pessoas entram com ideias e são submetidas a avaliação dos usuários. As melhores ideias são apresentadas às empresas que as aceitam ou não. A Lego aceitou! Você já imaginou como fica a impressão quando os fãs (veja, não são apenas clientes da empresa, são FÃS) percebem que além de serem ouvidos pela empresa, ainda vêem suas ideias sendo colocadas em prática? Se tornam clientes para toda a vida, protegendo e valorizando cada vez mais a marca. Angariam novos consumidores e costumam fazer a propaganda mais eficaz de todas, a boca a boca.
É o auge da customização em massa!!! E, um exemplo superinteressante de marketing.

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