domingo, 28 de dezembro de 2008

O Produto Básico – Lançamento de Produtos


Um dos primeiros passos quando iniciamos um processo mercadológico ou a importante função de gerenciamento de produtos, seja em uma empresa de grande, médio e principalmente pequeno porte, destaco as empresas de pequeno porte devido ao fato de poucas pensarem em termos de marketing, é determinar, ou como os primeiros pesquisadores em marketing frisavam, encaixar, os produtos em determinadas categorias para pensar qual a estratégia mais eficaz a ser utilizada.
O primeiro passo deste processo é verificar em qual estágio os produtos se encontram, sendo eles: Produtos Básico, Ampliado, Esperado e Diferenciado.
O Produto Básico é o mínimo que os consumidores esperam quando adquirem um produto, o Mínimo. Quando compramos um automóvel esperamos que ele, no mínimo, nos conduza até o nosso destino. Você poderia dizer que espera que ele o conduza ao seu destino como, por exemplo, com conforto. Mas, neste caso deixaria se ser um produto básico e começaria a ser um Produto Ampliado. Conseguem perceber a diferença? È o básico do básico.
Naturalmente você deve estar pensando: Oras, em uma economia tão concorrida como a nossa, onde existem tantos concorrentes brigando pelo bolso do consumidor, como posso apenas oferecer o básico do básico?
Isso é uma grande verdade, mas esta estratégia deve ser usada para garantir uma maior eficiência em suas ações de marketing, nas seguintes situações:
Quando estamos lançando um novo produto no mercado, em sua fase de introdução em seu ciclo de vida é recomendável se direcionar apenas no básico. Se, logo de inicio a empresa cair na tentação de oferecer muitos adicionais pode correr o risco de confundir a cabeça dos consumidores e acabar com a rentabilidade do empreendimento. Você já deve ter presenciado situações como esta: um novo aspirador de pó que esta sendo lançado no mercado que possuí garantia estendida por mais de 05 anos, assistência técnica em todo o Brasil, 500 opções de cores, 350 modelos de opcionais, entrega grátis até para fora do país, curso para novos usuários, ufa! São tantos opcionais que os consumidores não saberão distinguir o que esta sendo vendido, se o referido aparelho doméstico ou os opcionais, ou o pior, o consumidor pode pensar que, pelo fato da empresa estar oferecendo tantos adicionais, pode ser que o produto não seja tão bom assim... este consumidor e suas percepções a respeito de produtos e serviços oferecidos no mercado.
Cuidado com esta tentação. Guarde a estratégia dos opcionais para quando a concorrência começar a invadir o seu mercado, o que ocorre quando o produto esta em sua fase de crescimento. Abrir mão de todas as vantagens que o seu produto oferece logo de início pode acabar por facilitar as estratégias dos concorrentes. Ofereça os opcionais em doses homeopáticas, pois desta forma o seu produto sempre estará surpreendendo os consumidores.
Nas próximas postagens veremos outras situações em que um produto básico pode ser utilizado.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Os Eco-chatos


Não existe nada mais incômodo, ou chato, do que aquelas pessoas denominadas vulgarmente de Eco-Chatos, que ficam nos importunando com as suas práticas e idéias ecologicamente corretas, e o pior, tentam nos convencer de seus hábitos, não é mesmo?
NÃO, NÃO É!!! Os Eco-chatos é que estão corretos. Não existe mais espaço, muito menos mercado, para as empresas que não se preocupam com o meio-ambiente e que não possuem políticas de sustentabilidade. E os consumidores estão (ainda bem) mudando. Em um futuro bem próximo, nós iremos procurar apenas empresas que pensam na satisfação das necessidades e desejos dos consumidores em longo prazo, com uma responsabilidade real com as gerações futuras, ou seja, que pensam em sustentabilidade. Como Kotler já denominou há muito tempo, o famoso Societal Marketing.
As empresas que estão à frente, que criam novos conceitos de mercado e que acabam por ser copiadas pelos concorrentes, sabem ler, antecipar e criar um ambiente a seu favor. São organizações que já se preocupam com o meio-ambiente, e naturalmente, já saíram na frente pela corrida por consumidores e mercados conscientes de suas responsabilidades com o bem estar das gerações futuras.
E existem muitas vantagens em se trabalhar com políticas ambientais em todo o processo mercadológico. Vamos a alguns exemplos para facilitar o entendimento.
Gera uma Publicidade Positiva, ou se preferir, um boca-a-boa voluntário. Você já reparou como basta uma organização realizar uma estratégia ambiental que é notícia nos principais meios de comunicação. A Casas Bahia criou uma empresa de reciclagem para os resíduos produzidos por suas lojas e escritórios e, toda a mídia especializada comentou essa ação e gerou uma propaganda gratuita para a empresa. Mas, um detalhe. Aproveite logo esta surpresa do mercado, digo surpresa, pois ainda são poucas empresas que efetivamente possuem uma política efetiva de responsabilidade sócio-ambiental, pois.quando este fato for algo rotineiro, acabou a publicidade.
Ajuda no fortalecimento da Marca. Algumas empresas conseguem, por meio de uma política ambiental fortalecer a sua marca, pois a vincula com a sua missão, visão e valores. Como a marca é um organismo vivo, que esta em constante transformação, esta adaptação é uma ótima solução, como acontece com o Banco Real e sua política de sustentabilidade. Suas ações estão sempre ligadas a preservação do meio ambiente e a preocupação com as gerações futuras. Mantém em seu site um portal para propagar seus ideais, para mostrar casos de mercado de empresas que pensam como ela, e também para educar a comunidade. Com estas ações, se tornou uma marca reconhecida e diferenciada no mercado.
Permite redução de custos. O Wal Mart reduziu o tamanho dos cartões de visita de seus colaboradores. Com esta simples ação, conseguiu não apenas minimizar o consumo de papel (uma prática ecologicamente correta), como também uma redução de custos, gasta-se menos para produzir um cartão menor. E ainda mais, permitiu uma diferenciação em relação aos concorrentes, porque seus cartões serão mais destacados que os tradicionais, um fortalecimento de marca, publicidade positiva e lucro. Tudo isso com uma ação de responsabilidade ambiental.
Também gera lucro, e muito! A G&E criou uma empresa destinada exclusivamente para a fabricação e desenvolvimento de produtos verdes, a Ecomagination. São produtos como turbinas que emitem menos gases de efeito estufa a sistemas de automação para casas que visam reduzir o consumo de água e energia. As suas vendas somaram 14 bilhões de dólares em 2007, equivalente a quase 10% das vendas globais da GE e valor semelhante ao faturamento total de empresas como Google e Avon nos Estados Unidos – Revista Exame de 20/02/08. Esta idéia esta tão enraizada na filosofia da G&E que foi até criado o termo Green is Green, uma alusão à relação de causa e efeito entre os produtos sustentáveis e dólares.
E tantos e tantos outros benefícios que poderíamos dissertar por uma semana, portanto a saída é transformar a visão de sua organização para a economia verde e...
Viva os Eco-chatos!!!

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