quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Comercial 1984 da Apple Macintosh

Em época de Big Brother, vale a pena lembrar esta peça publicitária, considerada um marco em termos mercadológicos. Foi exibida uma única vez, no intervalo do Super Bowl, e até hoje ainda causa comentários na área. Faz uma relação entre o ano de lançamento do produto e a obra 1984 de George Orwell.
Vale conferir.

Fonte: Youtube.com
video

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Desmistificando o Marketing Digital


Ter um site na internet e transacionar no ciberespaço esta se tornando condição básica para as empresas que pretendem sobreviver, ou no mínimo, para que se mantenham atualizadas no mercado.
Apesar da intensa difusão desta estratégia mercadológica, (você deve estar pensando, lá vem esse cara de novo falar que tudo é marketing... – mas, estamos falando de comércio e comércio é...), afinal todos querem ter o seu site, e desta forma, muitos equívocos são cometidos na ânsia de colocá-lo o mais rápido em prática, ou o mais grave, não entender que este processo ainda segue os mesmos preceitos de satisfação das necessidades e desejos dos consumidores.
Nesta coluna, e nas próximas, iremos falar um pouco dos números do setor, das oportunidades apresentadas, dos erros cometidos e algumas dicas interessantes.
Agora falaremos um pouco do mercado digital e, sempre que falamos deste assunto, algumas perguntas sempre surgem, e tentaremos responde-las.
O mercado digital é um mercado como outro qualquer? Sim, porque, como outro mercado existem consumidores ávidos para adquirir produtos e serviços para resolver os seus problemas e, empresas dispostas a ofertá-los. Repare que o processo continua o mesmo, existem produtores, distribuidores, concorrentes e clientes. A diferença se dá na forma de relacionamento com os consumidores, onde possuem acesso a um número maior de informações (você sabia que as consultas médicas estão mais demoradas? Isso porque os pacientes procuram todas as informações disponíveis na rede para discutir com o seu médico), tanto em relação aos concorrentes como de produtos disponíveis (quem não faz uma breve consultinha na internet antes de comprar o seu novo aparelho celular?). O relacionamento se tornou um pouco mais complexo do que há alguns anos atrás, mas o processo, os agentes envolvidos no sistema, continua, quase, o mesmo.
É uma nova forma de distribuição de produtos e serviços? Sim, com a economia digital as empresas conseguem chegar a mercados que anteriormente era impossível sem altos investimentos. Repare o que acontece com as livrarias. A Livraria Cultura, sediada em São Paulo, consegue atender a clientes de várias regiões do Brasil. Uma economia invejável, pois não existe a necessidade de abrir uma loja física e ainda assim, consegue atender em todas as localidades brasileiras.
É sim uma nova forma de distribuição, com suas ameaças e oportunidades. Da mesma forma que uma empresa consegue entrar em outros mercados com uma maior facilidade, outros concorrentes também podem entrar no seu mercado. A Amazon, multinacional norte-americana no comércio de livros, também se torna uma concorrente da Livraria Cultura em mercado brasileiro. É o aumento da complexidade e, voltando a nossa idéia inicial, é por isso que erros na forma de administrar o seu site não podem acontecer. Fique atento, senão a concorrência poderá se aproveitar.
É uma nova tendência de mercado? Não, é uma realidade! Não pense que é apenas um modismo e que no futuro o comércio voltará a se tornar apenas físico, é um engano. Não cometa este erro de análise.
É uma nova oportunidade de mercado? Sim, toda a mudança em termos de relacionamento com os consumidores é uma oportunidade para as empresas mais atentas e uma ameaça para aquelas que não conseguem ler o mercado. O ciberespaço é um ambiente livre, onde as pessoas trocam informações com uma velocidade nunca vista e assim, um pequeno erro de sua empresa pode ser fatal. Em um site de vídeo na internet, alguns rapazes norte-americanos mostraram como destravar os cadeados da empresa Kryptonite com uma caneta Bic. Este vídeo rodou os EUA e a empresa teve prejuízo consideráveis na troca de produtos e no desenvolvimento de formas mais eficientes de segurança. Uma ameaça a imagem de sua empresa que nunca seria imaginada anteriormente, mas também pode apresentar várias oportunidades. Em relação a estas oportunidades, não perca as próximas postagens, onde analisaremos mais especificamente o setor.
Continua...

sábado, 10 de janeiro de 2009

Satisfação das necessidades e desejos dos consumidores...em longo prazo!


A Coca-Cola, em parceria com a Nestlé, esta comercializando nos Estados Unidos um refrigerante que emagrece, o Enviga. Feito a base de chá verde, cafeína e nutrientes de plantas, acelera o metabolismo e queima calorias. Mas não se empolgue muito, para queimar as calorias de um Big Mac é necessário consumir umas... 20 latinhas.
Esta estratégia das duas corporações é muito interessante em termos mercadológicos. Demonstra como as organizações podem, por meio de uma leitura atenta do mercado, criar produtos que atendem aos novos anseios dos consumidores, consumidores estes mais exigentes e preocupados com a saúde e o bem estar.
A Coca-Cola com esta estratégia mercadológica visa reverter às quedas em suas vendas nos EUA, pois o seu carro-chefe, o refrigerante a base da cola, é visto como um produto que faz mal a saúde. Com o Enviga, e outros produtos de baixa caloria como a Coca Zero pretende mudar a sua imagem e atrair pessoas interessadas em um consumo mais saudável.
Entre tantos benefícios mercadológicos podemos citar que auxilia no fortalecimento da marca, pois com estes diferenciais é visto como uma empresa que se preocupa com o consumo consciente e saudável de seus consumidores, preocupada com as necessidades e desejos de seus consumidores, não apenas momentaneamente, mas em longo prazo.
Permite uma maior rentabilidade, pois estes produtos são comercializados, devido aos seus diferenciais e ao seu público-alvo, normalmente as pessoas de uma classe social mais alta, a um preço maior que os concorrentes.
Maior mercado consumidor, pois além das pessoas da geração saúde, também atingirá o público da terceira idade que procura produtos mais saudáveis e os jovens, que estão cada vez mais preocupados com a saúde.
Gera uma publicidade positiva, pois os meios de comunicação sempre comentam de produtos inovadores, e o Enviga, como outros produtos com esta preocupação, são citado em várias revistas de grande circulação, tanto em mercado brasileiro como mundial, tudo isso, gratuitamente.
Promove o marketing viral, o famoso boca-a-boca, quando os consumidores cometam, espontaneamente, com os seus pares à respeito dos produtos quando ficam satisfeitos e, com produtos que fazem bem à saúde e se preocupam com o seu bem estar, este comentário é natural, entre tantos outros benefícios em termos de marketing.
Mas não é apenas a Coca-Cola que esta entrando no ramo dos alimentos funcionais, aqueles que apresentam componentes ativos capazes de reduzir o risco de certas doenças, como por exemplo, a Danone esta comercializando no Canadá o Iogurte Cardivia que previne doenças cardíacas; A Mars lançou o chocolate Cocoavia nos EUA, ajuda na redução do colesterol minimizando problemas de hipertensão e dilata os vasos sanguíneos; A Pespsi, também nos EUA, produz a nutrisoda Focus, com substâncias que melhoram a concentração, aumenta a imunidade e reduz o stress; Suco Pom Wonderful detém o envelhecimento celular, reduz as doenças cardíacas; Sun Water é a água que brônzea sem a exposição ao sol; Salgadinho que estimula o cérebro da Elma Chips; Iogurte que auxilia na hidratação da pele da Danone; o Activia, também da Danone que auxilia o funcionamento do intestino e, por final, o nosso velho conhecido Yakult, presente no mercado brasileiro há mais de trinta anos.
Estas são empresas que estão percebendo que o mercado não esta apenas preocupado em resolver os seus problemas (por meio de produtos ou serviços) em curto prazo, mas ao contrário, querem produtos que, além de saciar um problema momentâneo, também tragam benefícios em longo prazo.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Produto Ampliado – Os atributos que (fazem?) a diferença.


Para competir no mercado atual, onde a concorrência pelos consumidores é cada dia mais intensa, as empresas mencionam em suas campanhas publicitárias que devemos comprar os seus produtos, ao invés dos concorrentes porque possuem algo a mais nesta briga pela percepção dos consumidores, uma pequena diferença para que optem por seus produtos. Estas diferenciações denominamos, em termos mercadológicos, de Produto Ampliado, um estágio superior ao Produto Básico que já mencionamos.
No Produto Básico, as empresas se concentram apenas no objetivo principal para a satisfação das necessidades e desejos dos consumidores, normalmente em seu estágio de introdução no ciclo de vida do produto. No Ampliado, quando o produto se encontra em uma fase de crescimento, onde o mercado conhece o produto e, naturalmente, a concorrência aumenta, é o momento de concentrar-se nos atributos diferenciadores, com o intuito de proteger o mercado atual e angariar novos consumidores que na fase anterior ainda não consumiam o produto.
Apesar deste processo ser o lógico no ciclo de vida do produto, alguns cuidados devem ser tomados com esta ânsia dos adicionais. As estratégias devem ser feitas de forma criteriosa, com uma pesquisa junto aos consumidores e uma análise sistematizada do mercado, dos concorrentes e do ambiente externo.
Muitas organizações oferecem tantos adicionais que acabam por confundir os consumidores. Veja o caso dos aparelhos de celular. A oferta de novos dispositivos tecnológicos e aparelhos são tantas, que para o consumidor comum (excluindo-se os jovens e os aficcionados por tecnologia) o trabalho para a aquisição de um novo aparelho é tão complexo que se torna necessário um curso preparatório antes de ir ás compras.
E pior ainda, os adicionais, em muitas situações, não são aqueles em que o consumidor esta interessado ou não o utilizará em seu dia-a-dia. Na Coréia do Sul são tantos adicionais oferecidos em um único celular, entre eles bafômetro, Karaokê, GPS, sistema de segurança, isso sem contar aqueles que já temos disponíveis no mercado brasileiro e que a maioria das pessoas já conhecem. Mas, será que os consumidores usarão todos estas ferramentas? É provável que a grande maioria não as utilize nenhuma vez durante o período de vida do aparelho.
E o mais comum, leia-se pior de todos. As empresas se concentram tanto nos adicionais e na ampliação da linha do produto e esquecem de tratar adequadamente os seus consumidores. Veja os canais de TV à cabo. São centenas de canais disponíveis,inúmeros serviços de interatividade mas, e o atendimento ao consumidor? Ainda continuam líderes de reclamação nos órgão de defesa do consumidor.
O Produto Ampliado é uma peça fundamental em seu processo de administração mercadológica, mas não se esqueça, de antes de pensar nos adicionais, estudar adequadamente o mercado, os concorrentes e os consumidores (será que eles realmente desejam os serviços adicionais oferecidos por sua organização?) para, somente depois, começar a sua oferta diferenciadora e, não esqueça de oferecê-las em doses homeopáticas para não gastar toda a sua estratégia em uma única jogada de marketing.

sábado, 3 de janeiro de 2009

O Produto Básico – Declínio do Produto e Expansão de Linha


Como mencionamos em nossa postagem anterior, uma das atribuições essenciais de um bom profissional de marketing, aquele antenado ao mercado, é determinar em que estágio o produto se encontra para estabelecer as melhores estratégias mercadológicas, portanto, voltemos a falar do Produto Básico.
Uma empresa deve se concentrar no básico, quando este se encontrar no declínio em seu estágio no Ciclo de Vida do Produto, fato este que ocorre quando as suas vendas começam a diminuir e, caso não seja feito algo, desaparecerá do mercado. Quando um produto se encontra neste estágio, e não existem chances de um rejuvenescimento, a estratégia é retirar todos os adicionais e opcionais, e oferecer o produto o mais básico possível e, desta forma, mais barato. Assim poderá ter um fôlego por um pouco mais de tempo.
Uma pequena pausa para entendermos o rejuvenescimento do produto. Lembram-se do caso das sandálias Havainas? Estava em declínio, e por meio de um processo sistematizado de mudança do produto, de comunicação, distribuição e preço, uma transformação radical em seu Marketing Mix, conseguiu voltar ao mercado e se tornar, não apenas um dos produtos mais vendidos em sua categoria, mas também uma das marcas mais lembradas no mercado. Isto é rejuvenescimento.
Como estávamos falando, com a retirada dos adicionais, o preço tende a ficar menor, proporcionando uma maior sobrevida ao produto, pois assim atingirá outros mercados que anteriormente não eram atingidos.
Mas, novamente, uma pequena ressalva. Em muitos casos a redução de preço, via retirada de adicionais, não será a saída em longo prazo para o seu declínio, haja vista que outros fatores podem ter sido responsáveis por esta situação, como uma mudança no comportamento dos consumidores, superação por parte de concorrentes mais capazes, novas tecnologias, ou, o mais grave, quando a empresa não trata adequadamente os consumidores.
Reparem o que ocorreu com o vídeo-cassete, o produto foi superado por uma tecnologia mais avançada e, em seus últimos dias de vida usou a estratégia que mencionamos, o produto básico com um preço menor e, assim permitiu lucrar um pouco mais nesta fase de queda nas vendas.
Também podemos usar esta estratégia quando a empresa realiza uma expansão de linha mercado abaixo, isto é, quando resolve atingir um segmento de mercado abaixo daquele que atua, retirando os adicionais e comercializando o produto básico para as classes mais baixas da população. Preço menor, classe social mais baixa.
Mas cuidado com esta estratégia, pois os consumidores das classes mais altas podem fugir do mercado por não aceitar ver os seus produtos sendo usados por uma classe inferior, com ocorreu com o Classe A da Mercedes Benz, um automóvel mais simples que os produzidos pela montadora para atingir a classe B. Os seus elitizados consumidores não gostaram muito de ver o seu produto de status nas mãos de um número maior de consumidores.
Portanto use esta estratégia apenas em casos específicos e com um estudo aprofundado da classificação do produto.
E por final, um feliz ano novo a todos, com muita Saúde, Sucesso e Felicidade.

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